Apaixonados?

•quinta-feira, 28 janeiro, 10 • 3 Comentários

Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. (…) Se alguém disse: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (I João 4:8,20)

De um tempo para cá se tornou muito comum ouvir a expressão “apaixonados por Deus” nas canções cristãs, nos períodos de louvor e nas apresentações de muitos cantores, bandas e ministros cristãos. Todos sabem que a palavra “apaixonado” faz menção a uma atitude intensa, ardente, e o seu uso parece bastante apropriado quando alguém fala da atitude de adoração que devemos ter. Quando um homem se apaixona por uma mulher, por exemplo, é notável a sua dedicação a ela, sua vontade de estar perto dela o tempo todo, de agradá-la com todos os seus atos, de chamar sua atenção. E quando a paixão é exercida da forma correta, a partir dela uma relação madura poderá ter início, um relacionamento mais íntimo poderá ser desenvolvido e o verdadeiro amor poderá ser construído em lugar de atitudes meramente impulsionadas por um sentimento novo.

Porém, hoje em dia também é comum – aliás, mais comum do que nunca – encontrar grupos de pessoas que dedicam seus fins de semana, feriados prolongados ou períodos de recesso a seminários, congressos e todo tipo de evento semelhante para “buscar ao Senhor”. Esses, dizem, procuram a transformação do seu caráter, o enchimento com o Espírito Santo, o “sobrenatural de Deus”. Na maioria, são jovens que não se importam com horários, boas acomodações ou qualquer conforto durante os cultos. Não há sequer uma preocupação básica com limpeza e higiene; se necessário, eles deitam e rolam no chão “em rendição total ao Senhor”. São os “apaixonados por Deus”.

Porém, muitos deste meio têm se tornado cegos, mantendo nada mais que uma aparência superficial de religiosidade. São apaixonados não mais por Deus, mas pelos próprios eventos, pelos seminários, pelos congressos, pela movimentação, pela barulheira, pelas músicas. Muitas programações como estas têm se tornado meros pontos de encontro dos chamados “adoradores apaixonados famintos sedentos enfermos de amor”. Pode-se dizer que um pequeno número de pessoas realmente busca a Deus nesses eventos, mas é certo que, muitas vezes, a maioria não passa de um grupo de alienados.

Soma-se a este o grupo dos “apaixonados por si mesmos”. Sua aparência de religiosidade é revelada em seus atos repetidos, seus gritos programados, seus gestos à vista de todos, sua permanência no culto do início ao fim, suas roupas sujas de tanto rolarem no chão, seus cabelos desgrenhados, seu choro forçado. Suas vidas, porém, não são verdadeiramente transformadas. São cheios de julgamento e de desamor. Em sua opinião, qualquer pessoa que não age como eles é pecador, carente de Deus, um “não-apaixonado” por Deus.

Essas atitudes refletem nada mais que uma vida cristã movida por impulso, imatura. Deus está esperando, de uma vez por todas, que abramos os nossos olhos e caminhemos não mais segundo a paixão, mas EM AMOR. A paixão é um sentimento, mas o amor não. Deus é amor, e Deus não é sentimento; Deus é ESPÍRITO. Assim, andar em amor é andar no Espírito. Agir por amor é deixar de lado as críticas e os julgamentos; em vez disso, testemunhar da transformação através da busca a Deus. Agir em amor é dar a preferência a Deus em vez de tentar agradar às pessoas presentes numa reunião. Agir em amor é rever as motivações, visando a restauração do desejo de investir em um relacionamento íntimo com Deus, que não se traduz necessariamente em atitudes externas, mas em uma disposição sadia do coração. Um dos primeiros sinais de crescimento, maturidade com Deus e desenvolvimento do amor verdadeiro é o amor pelos irmãos.

Entenda: a paixão não significa amor, mas o amor verdadeiro é repleto de paixão. O amor é uma DECISÃO, mas para que ele seja exercido em plenitude precisa haver paixão, motivação, desejo de servir. Ser “apaixonado por Deus” não quer dizer nada se não houver uma DECISÃO de obedecer plenamente ao que a Bíblia diz. É muito melhor obedecer do que sacrificar; é muito mais proveitoso fazer o que a Bíblia nos ordena do que se retorcer em movimentos, gestos e atitudes escandalosas querendo, com isso, expressar uma paixão forçada.

Servos – Grupo Logos (Autor: Paulo César)

•segunda-feira, 4 janeiro, 10 • 1 Comentário

Hoje ouvi uma música impactante DEMAIS. Gostaria de compartilhar com vocês.

Olhando grandes servos do passado
E observando agora os nossos dias
Eu temo que tanta euforia se rompa
No teste do amor.

Até porque a alegria não é
O indicador verdadeiro da paz.
Há sorridentes bebendo
As próprias lágrimas do coração.

Olhando nossas vidas hoje em dia,
Pergunto a mim mesmo:
Até que ponto eu tomaria a cruz e seguiria
Aquele a quem chamo de Senhor?

Até porque resultados não são
O indicador verdadeiro de aprovação.
Há quem curou e o diabo expulsou
Mas Jesus nunca o conheceu!

Olhando a atitude a ser seguida
De quem se desenrola do embaraço
Me sinto mais seguro passo a passo
Vivendo para agradar a Jesus.

Até porque Ele se humilhou
E suportou a agonia da cruz,
Não prá que eu seja um artista, um destaque
Mas simplesmente uma luz.

O Tempo de Deus

•sexta-feira, 1 janeiro, 10 • 1 Comentário

Comemorações de ano novo são engraçadas. O que mais se ouve são promessas e compromissos de véspera que, dizem os “comprometidos”, serão postas em prática SEM FALTA logo após a virada do ano. Mas aí, vem o primeiro dia do ano e eles estão muito cansados; vem o segundo dia e eles não puderam começar porque tiveram que arrumar a bagunça da virada; no terceiro dia, eles se esqueceram. E o ano passa, e ninguém faz nada que prometeu.

A questão aqui, porém, vai além dos compromissos e promessas. Quero falar sobre O TEMPO. Na mesma intensidade com que as comemorações de fim de ano são engraçadas, elas também são emocionais. Muita gente chora ao desejar “feliz ano novo” aos parentes, amigos ou companheiros de festa, quando estão fazendo seus belos discursos de best wishes. Você talvez seja um desses que chora em toda virada de ano. Já se perguntou por que a carga emocional é tão grande?

Veja bem: nós não nascemos para pecar. Deus nos criou perfeitos. Também não nascemos para perder; Ele nos criou vitoriosos. Da mesma maneira, não nascemos para sentir dor, nem para vivenciar a frustração ou as perdas. No momento em que Deus nos criou, ele quis que fôssemos plenos em alegria, paz, saúde e prosperidade. O pecado foi que estragou tudo. A partir do momento em que o homem pecou, sua vida passou a ser uma luta constante contra os erros, contra o desejo de fazer coisas que ele sabia que eram erradas. E uma das coisas que contribuiu para minimizar os efeitos e o cansaço dessa luta foi O TEMPO. Opa, mas o que o tempo tem a ver com isso tudo?

Deus é Criador do tempo, mas não da forma como conhecemos. O tempo de Deus tem muito mais a ver com estar preparado para fazer ou receber alguma coisa do que com o dia ou com a noite, com as horas e minutos. Essa coisa de calendário foi criada pelo homem como uma forma de se situar na vida, de administrar seu próprio envelhecimento. Porém, Deus não se encaixa na definição humana de tempo; Deus é ETERNO, ou seja, ele não tem começo nem fim. Deus sempre existiu. Por isso mesmo a Palavra diz que, para Deus, 1 dia é como 1000 anos, e vice-versa. Para Deus, a passagem do tempo segundo a nossa perspectiva não faz a menor diferença nem o menor sentido.

Nós criamos uma definição limitada de tempo porque assim podemos controlar nossas expectativas. Se um ano está sendo ruim, criamos a expectativa de que o próximo ano será bom, e aprendemos a controlar nossa angústia, nossa frustração e nossa tristeza por causa do ano ruim. Dizemos a nós mesmos: “Calma, tudo vai melhorar ano que vem. Basta esperar, que tudo vai dar certo. Sejamos otimistas.” E, então, nos acomodamos e nos conformamos com tudo de ruim que nos acontece. No final do ano, aproveitamos o momento dos cumprimentos para extravasar toda a emoção guardada durante o ano, e nossos cumprimentos às pessoas não passam do desejo que temos para nós mesmos. Por isso tantas vezes nos debulhamos em lágrimas.

Imagine, porém, se nos esforçássemos para entender a perspectiva do tempo segundo DEUS. Minutos, horas, dias, noites, semanas, meses e anos não seriam mais tão pesados para nós. É claro, vivemos em uma sociedade onde o tempo é senhor de todas as coisas – já diz o ditado que tempo é dinheiro, e o dinheiro controla a sociedade. Obviamente, não vamos passar a viver de maneira que passem a nos considerar doidos. No entanto, estou falando de uma perspectiva ESPIRITUAL do tempo.

Permita que eu me faça mais claro. As atitudes que tomamos para melhorar certas coisas em nossa vida sempre dependem do tempo, humanamente falando. Se nós queremos fazer um regime, vamos começar “semana que vem”. Se nós queremos um emprego melhor, vamos esperar “o mês que vem”. Por outro lado, se não conseguimos realizar um sonho, muitas vezes desistimos porque “já estamos velhos demais”. Se nós traçamos metas para nossas vidas, elas sempre são descritas como alvos “para a semana que vem”, “para o mês que vem” ou “para o ano que vem”. Esperamos demais por tudo; em vez de administrar o tempo, deixamos que o tempo administre nossas vidas. Tudo em nós está sujeito ao tempo sob o ponto de vista do homem.

Mas o ponto de vista de Deus para nós é diferente. Deus não espera “o mês que vem” para responder a uma oração; ele só espera que o coração de quem pediu esteja pronto para receber. Deus não espera “o ano que vem” para realizar o sonho de um de seus filhos; ele só espera a motivação correta para que tudo se torne real. Deus não espera 5 anos para curar uma pessoa; ele só espera que esta coloque sua fé em prática. Às vezes nossos pedidos são respondidos somente depois de um determinado período de tempo (segundo o padrão humano), mas isso não passa de uma coincidência. O tempo de Deus não é medido em horas, dias, semanas, meses e anos; é medido em fé, motivação, santidade e compromisso de oração. É o que Deus espera para agir.

Por isso, que tal aproveitar esse começo de ano – humanamente falando – para começar a buscar a compreensão do tempo de Deus? Em vez de esperar as férias terminarem para evangelizar alguém, faça isso agora, onde você estiver. Em vez de esperar um novo emprego para começar a trabalhar na realização daquele sonho que você tem, comece a trabalhar hoje – nem que seja somente com oração. Se o seu compromisso é mais voltado para o lado humano ou para o lado espiritual da vida, não importa; não espere até amanhã para começar a cumpri-lo.

Ao se adequar ao tempo de Deus, você estará trabalhando seu coração para não criar mais expectativas quanto à demora na resposta de uma oração, bem como não estará mais sujeito às pressões do mundo e da sociedade, esperando somente uma festa de fim de ano para extravasar. Se uma oração demorar para ser respondida, isso não será uma questão de dias ou meses, mas de preparar seu coração para a bênção. Da mesma forma, se você se sentir pressionado em qualquer nível, entenda que Deus está ETERNAMENTE ao seu lado, pronto para lhe ouvir e para lhe trazer consolo e conforto. Deus é Deus de todos os momentos, não somente de festas de fim de ano.

Cinco orações

•domingo, 20 dezembro, 09 • 2 Comentários

No post anterior falei bastante sobre o poder que temos através de nossa vontade. Podemos viver de forma mais santa, produtiva e pacífica quando decidimos caminhar segundo os princípios que Deus deixou para nortear nossos passos. Porém, é óbvio que só a vontade do homem não pode fazer nada. Não podemos humanizar nossa espiritualidade nem mundanizar a vida que temos em Deus. Nossa vida não pode ser pautada somente por nossa própria vontade. O homem é um bicho difícil; seu coração é enganoso e corrompido.

Há uma canção, da qual eu gosto muito, cuja letra é uma das mais impactantes e sérias dentre todas que já cantei:

Como farol que brilha à noite / Como ponte sobre as águas / Como abrigo no deserto / Como flecha que acerta o alvo / Eu quero ser usado / Da maneira que te agrade / Em qualquer hora e em qualquer lugar / Eis aqui a minha vida, / Usa-me, Senhor, usa-me / Sonda-me, quebranta-me / Transforma-me, enche-me e usa-me

Sabe, Deus espera que entreguemos a Ele todo o controle de nossa vida e de nossos passos. Se nos dispusermos, ele nos moldará segundo a sua vontade perfeita. Mas para que isso aconteça, precisamos deixar claro para Deus a nossa disposição fazendo cinco orações.

SONDA-ME.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.” (Salmo 139.23,24)

Davi pediu a Deus que fizesse uma crítica a seu respeito. Ele não queria ser criticado ou julgado pelos homens, porque conheceu a sua própria natureza e teve consciência da falibilidade do ser humano. Seu desejo era ter o seu coração descoberto POR DEUS, para assim ser mudado. Somente o Senhor pode sondar nosso coração a ponto de nos revelar todos os nossos reais sentimentos, motivações e limitações, e assim nos convencer a buscar a transformação.

QUEBRANTA-ME.

“Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás.” (Salmo 51.17)

Uma das experiências mais marcantes de quebrantamento que temos na Palavra é a de Jacó (Gênesis 32.22-31). Seu nome significava “enganador” e foi assim que ele cresceu: enganando, passando os outros para trás. Mas num certo momento, Jacó quis mudar o rumo de sua vida, e ele sabia que só o Senhor poderia fazer isso. No Vau do Jaboque, Jacó lutou com Deus e ali ele foi quebrantado; ele não deixou Deus ir embora enquanto não recebeu o que queria. Sua vida e seu nome foram mudados: de “enganador” (Jacó) ele passou a ser chamado “príncipe de Deus” (Israel).

TRANSFORMA-ME.

“E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.” (II Coríntios 3.18)

A palavra “fotografia” foi originada da junção de duas palavras gregas: photos = luz e graphia = escrita. Assim, ela significa “escrita com luz”. A mesma coisa Deus quer fazer conosco. Nosso caráter será transformado à medida que o caráter de Cristo for impresso em nós através de Sua luz. Até o nosso semblante confirmará uma transformação verdadeira quando esta ocorre.

ENCHE-ME.

“Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito.” (Efésios 5.18)

Um vaso para desonra é aquele que não cumpre o propósito para o qual foi destinado. Não é isso o que Deus quer de nós. Somos vasos e Deus quer transbordar o seu Espírito, seu vinho, seu óleo em nós. Mas veja que um vaso grande demais demora muito para ser cheio. Além disso, quando um vaso está cheio de outras coisas não há espaço para ser cheio com óleo ou com vinho. Quando nos consideramos grandes demais ou estamos cheios de nós mesmos, não podemos ser cheios de Deus. Um vaso pequeno e vazio facilmente transborda.

USA-ME.

“Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!” (Isaías 6.8)

Fomos sondados, quebrantados, transformados e cheios. Isso não pode mais ficar guardado conosco. Nós somos canais para o estabelecimento do Reino de Deus na terra; agentes de transformação; cooperadores de Deus (I Coríntios 3.9). Devemos nos dispor ao propósito de Deus com liberalidade e desprendimento.

Qual a sua oração hoje? Qual ou quais delas você já fez? Se você ainda não falou com Deus nestes termos, é bom saber que esta decisão é fundamental para uma transformação radical e extremamente frutífera de sua vida. O que você está esperando?

Poder de decisão

•sábado, 7 novembro, 09 • 5 Comentários

São muitos os que hoje se encontram em situação de desespero, no sentido mais amplo da palavra. As causas são diversas, mas as conseqüências para o homem são sempre as mesmas: sentimentos de solidão, abandono, impotência, dúvida e angústia, que em muitas ocasiões resultam em morte dos sonhos, da motivação, do amor e até morte física.

Assim como Deus, que são 3 pessoas em um ser único, nós também somos únicos, mas constituídos de 3 partes: espírito, alma e corpo físico. A Palavra de Deus, em Gálatas 5:17, diz que a carne (corpo físico) luta constantemente contra o espírito, e o espírito contra a carne, porque são opostos entre si. Por causa da nossa carne temos em nós a tendência ao pecado. Nosso espírito, por sua vez, é influenciado pelo Espírito Santo, que nos convence do pecado, nos traz revelação e nos orienta. Por fim, precisamos lidar com a nossa alma, que também é formada de 3 partes: mente (racional), sentimentos (emocional) e vontade (livre-arbítrio).

Todos nós passamos por situações onde a nossa confiança em Deus é provada. Algumas delas são literalmente planejadas por Deus e outras podem ser conseqüências da desobediência à Palavra de Deus. Como o diabo age em nossa alma, essas situações podem abrir espaço para que ele lance em nossa mente fraqueza, desencorajamento e conflitos que acabam gerando os sentimentos descritos no início deste texto. Mas Deus sempre está do nosso lado, e Ele não se agrada com nosso sofrimento. A Palavra diz, em Romanos 8:26, que o Espírito de Deus nos assiste em nossa fraqueza, intercedendo sempre por nós. Isso significa que não há situação que fuja ao controle de Deus. Nada pode nos separar de Seu amor (Romanos 8.38).

Como fruto do amor de Deus, Ele, que é a fonte suprema de todo o poder, nos deu o privilégio de sermos possuidores da única fonte de poder alternativo do Universo: nossa vontade. O diabo jamais pode agir em nossa vontade; o único poder que ele tem é aquele que o pecado do homem lhe proporciona, ou seja, não provém dele mesmo. O diabo se alimenta do pecado, mas nós temos o poder de decisão. Podemos decidir aceitar as mentiras do diabo ou a verdade da Palavra. O diabo nos diz que somos perdedores, fracos e desamparados, mas a Palavra diz que somos mais que vencedores em Cristo (Romanos 8.37), que tudo podemos naquele que nos fortalece (Filipenses 4.13), que o Senhor jamais nos desampara (Salmo 27.10). Tudo por causa do seu amor.

Quando começamos a compreender quem somos em Cristo e o que Deus diz sobre nós em Sua Palavra, passamos a sentir mais vontade de buscar compreender mais sobre o amor e a vida de Deus em nós. E Deus é amor; por isso, quanto mais o buscamos, mais nos enchemos de amor. E o verdadeiro amor lança fora todo medo, toda angústia, toda opressão, todo sentimento de inferioridade, de solidão, de derrota.

Mesmo que você pense que sua história, sua herança familiar e os erros que você cometeu podem lhe tornar uma pessoa diferente diante de Deus, isso não é verdade. Deus não olha para o que passou nem para o que é efêmero. Sua história, mesmo que tenha sido completamente fora dos padrões de Deus, foi apagada no momento em que você aceitou a Cristo – e ali uma nova história começou a ser escrita. Sua herança familiar, mesmo árdua, pesada e cheia de tragédias, pecados e falhas, não é maior nem mais poderosa que a herança que você tem em Cristo. Mesmo os erros que você cometeu podem ser totalmente apagados pelo sangue de Cristo, mediante o verdadeiro arrependimento e a mudança total de atitude – e veja que isto é uma questão de DECISÃO. Erros são efêmeros; eles são cometidos, mas Deus pode apagá-los. Como diz a Palavra de Deus, enquanto você calar o seu pecado, você vai envelhecer, se sentir cansado, sem vigor, morto por dentro; mas no momento em que você confessar, será lavado pelo sangue de Cristo e se tornará tão puro quanto no momento em que você se converteu.

Não existe situação grande demais ou muito difícil para o Senhor. Tenha certeza de que com Ele somos sempre maioria. Entretanto, cabe a você fazer sua escolha. Não diga: “Se Deus quisesse, Ele me livraria dessa situação tão difícil”. Ele quer; basta que você também queira. Exerça o seu poder de decisão. Decida-se pela verdade da Palavra de Deus e envergonhe o diabo.

A salvação da alma e a renovação da mente

•quinta-feira, 15 outubro, 09 • 3 Comentários

“Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas.” (Tiago 1.21)

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Tessalonicenses 5.23)

“(…) alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” (I Pedro 1.9)

Por causa do pecado de Adão todos nascemos em pecado. A misericórdia de Deus, porém, veio sobre nós e “nos tirou do reino das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado.” (Colossenses 1.13) Sabemos que somos um espírito, temos uma alma e habitamos em um corpo físico; o pecado causou separação eterna entre nosso espírito e Deus, mas a salvação em Jesus resgatou nosso espírito, o libertou de debaixo das potestades das trevas, nos levou para uma nova realidade e um novo Reino, e nos deu uma nova vida.

A salvação em Cristo é um processo IMEDIATO. Ela depende somente de uma decisão baseada no arrependimento genuíno. Após a salvação do nosso espírito, porém, um novo processo se inicia. Nascemos de novo, mas nosso corpo, sentimentos, mente e memória continuam os mesmos. Por isso, Tiago nos orienta sobre como devemos agir para obter a SALVAÇÃO DA ALMA, a plena transformação de nossa mente e sentimentos.

Este novo processo, porém, não é imediato. A Palavra de Deus é a única que pode transformar nossa alma, mas isso só acontece se RECEBERMOS e PRATICARMOS a Palavra. O diabo não pode influenciar nosso espírito, porque depois que aceitamos Jesus o Espírito de Deus passa a habitar em nós – então, ele atenta contra a nossa alma. Por isso, o início da fé é a salvação do Espírito, com o fim de salvar a alma. Salvar a alma é alinhar-se à vontade de Deus. Quando isso acontece, a obediência é natural.

Muitos não seguem ao diabo mas também não seguem a Deus. Eles caminham em sua própria vontade, sendo desobedientes, insubmissos, agindo voluntariamente segundo o desejo de sua alma. Outros, ainda, mesmo estando na igreja há vários anos, continuam vivendo os mesmos problemas e conflitos. São completamente dominados pela carne e pela alma, influenciados pelas sugestões do diabo, não se submetendo à transformação que a Palavra proporciona.

As pessoas que se submetem à Palavra, porém, mostram os frutos da salvação da sua alma. Muitos ainda jovens na fé logo se tornam pessoas cheias do poder de Deus, colocando em ordem a sua vida familiar, profissional e financeira, atraindo a presença de Deus com suas vidas e vivendo em adoração todo o tempo com tudo o que fazem. Pessoas que se deixam transformar impedem a atuação do inimigo em suas mentes, mortificam os desejos de sua carne e não agem por sentimentos. Sua motivação principal é o Senhor, o agir pelo Espírito.

A completa transformação do homem, no entanto, depende de mais um processo: a renovação da sua mente. Diz a Palavra: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2, NVI)

Por muito tempo a Igreja caminhou com uma mentalidade de minoria oprimida pelo preconceito e repressão da sociedade, que considerava o cristianismo somente um padrão retrógrado de vida. Com isso, o mundo invadia a Igreja: o zelo pelo cumprimento da Palavra foi deixado em segundo plano, a preocupação com um padrão de santidade aceitável a Deus foi esquecida e a separação entre o puro e o impuro já não existia.

Hoje, o Espírito Santo tem trazido novamente à Igreja o desejo de transformação segundo os moldes de Deus. O segredo dessa transformação está na RENOVAÇÃO DA MENTE. Ninguém pode alcançar um propósito que não esteja em sua mente antes. O que determina o triunfo na vida do cristão é pôr em prática a palavra metanoia, termo que originou a palavra ‘metamorfose’ – total transformação – e que significa mudança de mentalidade. Uma lagarta age sempre como uma lagarta. Mas quando ela se torna borboleta, deixa de agir como lagarta – e o principal, deixa de PENSAR como lagarta.

Para renovar nossa mente e enchê-la com as coisas de Deus, precisamos ter compromisso com a sua Palavra. Com a mente renovada e cheia das coisas de Deus, passamos a entender o seu padrão, que é totalmente contrário ao do mundo. O mundo é cético e tem o princípio do “ver para crer”; o cristão vive por fé e age segundo o princípio do “crer para ver”. O mundo diz: “guarde, retenha e não ceda, se quiser enriquecer”; Deus diz: “dê e dar-se-vos-á; boa medida, sacudida, recalcada, transbordante” (Lucas 6.38). O mundo diz que é necessário ser forte para vencer; a Palavra diz que quando estamos fracos, aí é que somos fortes (II Coríntios 12.10).

Viver o padrão de Deus através da renovação da mente é a chave para a transformação de toda realidade. A Igreja de Deus, o corpo de Cristo, precisa perder, definitivamente, a mentalidade de minoria e andar em sua real posição: cooperadora de Deus para o estabelecimento do Reino de Deus na Terra. Deus anseia por uma transformação total no meio de seu povo e, a partir daí, em toda a Terra: antes uma coisa feia, e depois uma criatura nova, diferente, bonita, com uma nova forma.

Que possamos nos alinhar à vontade de Deus e nos submeter à sua Palavra. Ela é a única que pode nos levar em segurança aos objetivos de nossa fé.

Encurralado

•quinta-feira, 24 setembro, 09 • 4 Comentários

Estejam alertas e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé.” (I Pedro 5.8,9a, NVI)

 

Muito se fala sobre santidade, sobre o correto proceder diante de Deus, sobre um compromisso verdadeiro com o Senhor visando o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja. E crescer com Deus significa conhecê-lo mais, obter mais discernimento das coisas que antes eram ocultas, andar de acordo com a revelação do Espírito Santo. Isso é obtido através da leitura da Palavra, que não gera efeito algum quando a lemos como um romance ou um periódico, somada à oração, ao tempo de qualidade com Deus e à disciplina do silêncio, que nos permite ouvir a voz de Deus.

 

É provável que você, como eu, já tenha vivido um crescimento genuíno com Deus, momentos intensos com o Senhor e experiências com o Espírito Santo que geraram em você uma fome cada vez maior pela Palavra. É bem provável, aliás, que o seu nível de conhecimento e discernimento da Palavra naqueles dias tenha sido maior do que em toda a sua vida. Glória a Deus por isso!

 

Mas na mesma proporção que Deus se agrada de nosso crescimento, o diabo se irrita. Por isso ele cria circunstâncias para lhe desencorajar a prosseguir. São pessoas lhe atacando e ofendendo, calúnias ditas a seu respeito, seus melhores amigos se afastando de você; e mesmo os que não lhe atacam diretamente questionam seu comportamento, dizendo aos outros que você se tornou um fanático, que quer ser mais crente que os outros, que se acha melhor. As lutas não param por aí: você pode ainda ser ameaçado em seu trabalho, receber uma fechada no trânsito ou ser parado e questionado pela polícia mesmo sem ter feito nada de errado. Você pode, inclusive, ser surpreendido com um xingamento de alguém que você nem mesmo conhece!

 

Costuma-se dizer que a melhor defesa é o ataque. Isso funciona bem no reino animal, mas não condiz com o procedimento que o cristão deve ter. Um animal, quando se vê encurralado por um predador, rosna, mostra seus dentes, tensiona todos os seus músculos, eriça seu pêlo e chega a se armar para um suposto bote; no entanto, por mais ameaçador que ele pareça, jamais será páreo para um animal mais poderoso que ele. Se não conseguir fugir, certamente será devorado.

 

O diabo é como um animal selvagem. Ele fica todo o tempo ao nosso derredor, procurando um momento para nos devorar. Ele quer nos fazer pensar que estamos encurralados, que a vida com Deus não vale a pena, que é melhor permanecer como antes de nos tornarmos cristãos e nunca mais sermos ofendidos, agredidos. Seu objetivo é nos ameaçar constantemente e, por isso, ele arma situações e chega a usar pessoas para nos atacar. Mas nós sabemos que nossa luta não é contra carne ou sangue (Efésios 6.12) e que a vida de Deus em nós nos faz mais que poderosos para resistir aos ataques do diabo.

 

Na verdade é ele, o diabo, quem está encurralado. Encurralado pelo poder do sangue de Cristo sobre nós. Encurralado pelo poder do Espírito Santo operando através de nós. Todas as vezes que declaramos com fé o nome de Jesus, ele se sente mais e mais encurralado. Por isso ele rosna, mostra os seus dentes e arma botes. Mas veja que nenhum desses artifícios tem poder contra nós. Temos todas as armas em nossas mãos; nós somos a ameaça. Nós, sim, podemos derrotar o diabo a hora que quisermos, porque, na verdade, ele já está derrotado desde a cruz. O diabo quer fazer você pensar que ele é maior do que realmente é, mas ele jamais será mais poderoso do que aquele que habita em nós, por mais que rosne, grite, mostre os dentes e arme seus botes.

 

Não se deixe intimidar. Seu crescimento em Deus incomoda o inferno e por isso o diabo vai continuar tentando lhe atacar. Mas o poder de Deus que habita em você é que lhe faz vencedor. Resista e o diabo certamente fugirá.

Estante da Vida – Heloísa Rosa

•quinta-feira, 10 setembro, 09 • 5 Comentários

Esta música falou profundamente ao meu coração. Gostaria de compartilhar com vocês.

Eu sou um vaso quebrado pela vida
Eu sou um vaso arranhado pelas circunstâncias
Eu sou vaso quebrado tentando me reconstruir
Eu já fui encostado por haver outros mais fortes

Eu já fui um vaso vazio, sem água, sem flores
Buscando a aceitação dos homens, querendo estar no centro

Mas um dia o Oleiro veio e me olhou
Mas um dia o Oleiro veio e me levou
Mas um dia o Oleiro veio e quebrou meu coração
E me fez um vaso novo

Não importa o lugar, sei que sou visto por Ti
Não importa o lugar, sei que sou amado por Ti
Não importa o lugar, sei que sou aceito por Ti
Não importa o lugar, sei que sou amado por Ti

Uma questão de escolha

•sexta-feira, 21 agosto, 09 • 1 Comentário

Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento. Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade. Mas haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça” (Romanos 2.6-8, NVI).

 

         Deus é dono de todo o poder. Ele criou todas as coisas; o mundo e tudo o que nele há – inclusive o diabo. E o diabo não tem poder algum. A única fonte de poder alternativa no universo, além de Deus, é a vontade do homem. Nós temos poder de decisão.

 

         Foi o orgulho e a vaidade de Lúcifer que fizeram com que ele caísse de sua posição de honra no céu e fosse desfigurado em seu caráter e aparência. Ele foi criado perfeito por Deus, mas seu desejo de ser igual a Ele o lançou para fora de Sua presença. O mesmo aconteceu com o homem, que estimulado pelo diabo, em forma de serpente, quis adquirir todo o conhecimento do bem e do mal, desobedecendo à ordem de Deus e também sendo afastado de sua presença por causa do pecado. Mas Deus, por amor à sua obra-prima – o homem –, traçou um plano de redenção que o aproximaria novamente de Deus, restabelecendo sua comunhão plena com Ele: a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o sacrifício definitivo. Com isso, todo o poder do diabo, adquirido através da queda do homem, foi tirado.

 

         Alguém pode dizer: “Mas o diabo tem poder, sim!” A verdade é que ele tem o poder que nós damos a ele. Nós somos constituídos de três partes: corpo, espírito e alma. E nossa alma também é constituída de três partes: mente, sentimentos e vontade, ou livre-arbítrio. Nossa mente é o lugar onde o diabo busca agir. Nossos sentimentos, a parte que pode ser influenciada pelo mundo. Mas é nossa vontade que nos permite decidir que tipo de estímulo vai nos influenciar. O objetivo do diabo é nos fazer agir segundo o que ele fala em nossa mente, mas tudo o que ele diz é mentira, porque ele é o pai da mentira (João 8.44) e se alimenta de nosso pecado. Ele também pode usar as influências do mundo para afetar nossos sentimentos, nos causando angústia, dúvida, medo e insegurança, e ainda traumas, mágoas, rancores e ressentimentos.

 

         A Palavra diz: “A carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne” (Gálatas 5.17, NVI); e também: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja” (Romanos 8.5, NVI). É a nossa vontade que nos leva a preferir andar segundo a nossa carne ou segundo o Espírito de Deus, que habita em nós. Quando levamos uma vida de santidade, gastamos tempo com Deus e temos um compromisso constante de oração e leitura da Palavra de Deus, nos enchemos a cada dia da influência do Espírito. Mas se andamos no mundo e agimos em concordância com tudo o que ele nos oferece e com as atitudes de pessoas que não conhecem a Deus, nos enchemos da influência do mundo. Tudo o que o diabo quer é nos destruir, secar a nossa alma, nos encher de todo tipo de sentimento maligno, corrupto e contrário à Palavra. Para isso, ele tenta, o tempo todo, nos convencer a seguir um caminho contrário ao de Deus. Mas o Espírito tem para nós cura, alegria, paz, uma vida completa; é Ele quem nos convence do pecado, gera em nós o arrependimento e nos revela a vida que podemos ter em Deus.

 

         É uma questão de escolha: você pode preferir a Deus, ao caminho da Verdade, da verdadeira paz, que leva você sempre para o alto. Ou pode preferir andar segundo “o seu próprio nariz”, tendo que arcar com as conseqüências de uma vida cheia de altos e baixos, de alegrias passageiras e decepções constantes. Você tem o poder para decidir o que quer; esse é o seu livre-arbítrio.

Contextualizando o Evangelho

•quarta-feira, 1 julho, 09 • 2 Comentários

Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Coríntios 9.22)

 

A disseminação do Evangelho e a salvação dos perdidos, hoje, são urgentes. Não que algum dia isso tenha sido menos importante, mas a rapidez e a gravidade dos acontecimentos que anunciam a proximidade da volta do Senhor Jesus Cristo, todos comprovados pela Bíblia, fazem a pregação do Evangelho ser ainda mais urgente do que sempre foi.

 

Alguns investem no evangelismo enviando missionários a países distantes, sustentando-os. Outros promovem conferências que ressaltam a importância do trabalho missionário e da obra de evangelismo. São estratégias honrosas, eficazes e que geram frutos para o Reino. Porém, muitas pessoas ainda vivem sob uma realidade distorcida e que pouco frutifica: a idéia de que o evangelismo é obrigação apenas de um departamento específico da igreja, de um grupo reduzido de pessoas que não se encaixou em nenhum outro departamento, de alguém “com chamado” para isso, de um ministério com maior projeção ou reconhecimento.

 

Quando a igreja se acomoda em cima do trabalho dessas poucas pessoas, o engano do “fiz a minha parte” toma lugar nas mentes. A maior parte da igreja permanece presa dentro das quatro paredes do templo, contentes com os resultados atingidos dentro de seus limites. Os que cuidam das crianças, adolescentes e jovens preocupam-se somente com suas crianças, adolescentes e jovens; os que cuidam da música, somente do período de louvor dos cultos; os que cuidam das finanças, somente se preocupam em investir na própria igreja; os intercessores oram apenas por assuntos internos. É claro que Deus atende às orações, mas uma igreja que assim procede está confinada em seus objetivos individualistas, colhendo frutos de uma horta plantada em ambiente fechado e centrada em sua própria realidade, alheia ao que acontece no mundo.

 

É tempo de ampliar fronteiras, de sair dos limites do templo, de caminhar segundo os dons visando à conquista dos perdidos para Cristo. Deus não capacita seus filhos para que esses permaneçam em ambientes fechados. O “Ide” é para todos, não para uns poucos “chamados”. É hora de os músicos ganharem outros músicos para Cristo, de jovens ganharem outros jovens, de crianças falarem do amor de Cristo a outras crianças; de intercessores gerarem VIDAS em oração em vez de gastarem todo o seu tempo orando somente por membros. É tempo de os que possuem recursos começarem a investir no Reino, financiando a preparação de outros líderes, implantando igrejas, implementando a obra. Chegou a hora de a Igreja perceber que os perdidos não estão somente em países remotos, mas na casa, na sala, na mesa ao lado.

 

Advogados, usem seus conhecimentos para defender a causa de Deus! Médicos, tratem não somente do físico, mas ofereçam transformação para o espírito e cura para a alma! Empresários, invistam no Reino! Não há lugar onde a presença de Deus não possa ser manifesta. Assim como Paulo, cada membro do corpo de Cristo deve ter a consciência de um Evangelho plenamente aplicável a qualquer realidade. O próprio Jesus esteve com pobres, pecadores e excluídos da sociedade, mas também com fariseus, publicanos, homens de negócios, militares. Sejamos canais para a transformação da realidade, para o estabelecimento do Reino de Deus na Terra. Isso não para poucos; é para todos.