Poder de decisão

•Sábado, 7 Novembro, 09 • 1 Comentário

São muitos os que hoje se encontram em situação de desespero, no sentido mais amplo da palavra. As causas são diversas, mas as conseqüências para o homem são sempre as mesmas: sentimentos de solidão, abandono, impotência, dúvida e angústia, que em muitas ocasiões resultam em morte dos sonhos, da motivação, do amor e até morte física.

Assim como Deus, que são 3 pessoas em um ser único, nós também somos únicos, mas constituídos de 3 partes: espírito, alma e corpo físico. A Palavra de Deus, em Gálatas 5:17, diz que a carne (corpo físico) luta constantemente contra o espírito, e o espírito contra a carne, porque são opostos entre si. Por causa da nossa carne temos em nós a tendência ao pecado. Nosso espírito, por sua vez, é influenciado pelo Espírito Santo, que nos convence do pecado, nos traz revelação e nos orienta. Por fim, precisamos lidar com a nossa alma, que também é formada de 3 partes: mente (racional), sentimentos (emocional) e vontade (livre-arbítrio).

Todos nós passamos por situações onde a nossa confiança em Deus é provada. Algumas delas são literalmente planejadas por Deus e outras podem ser conseqüências da desobediência à Palavra de Deus. Como o diabo age em nossa alma, essas situações podem abrir espaço para que ele lance em nossa mente fraqueza, desencorajamento e conflitos que acabam gerando os sentimentos descritos no início deste texto. Mas Deus sempre está do nosso lado, e Ele não se agrada com nosso sofrimento. A Palavra diz, em Romanos 8:26, que o Espírito de Deus nos assiste em nossa fraqueza, intercedendo sempre por nós. Isso significa que não há situação que fuja ao controle de Deus. Nada pode nos separar de Seu amor (Romanos 8.38).

Como fruto do amor de Deus, Ele, que é a fonte suprema de todo o poder, nos deu o privilégio de sermos possuidores da única fonte de poder alternativo do Universo: nossa vontade. O diabo jamais pode agir em nossa vontade; o único poder que ele tem é aquele que o pecado do homem lhe proporciona, ou seja, não provém dele mesmo. O diabo se alimenta do pecado, mas nós temos o poder de decisão. Podemos decidir aceitar as mentiras do diabo ou a verdade da Palavra. O diabo nos diz que somos perdedores, fracos e desamparados, mas a Palavra diz que somos mais que vencedores em Cristo (Romanos 8.37), que tudo podemos naquele que nos fortalece (Filipenses 4.13), que o Senhor jamais nos desampara (Salmo 27.10). Tudo por causa do seu amor.

Quando começamos a compreender quem somos em Cristo e o que Deus diz sobre nós em Sua Palavra, passamos a sentir mais vontade de buscar compreender mais sobre o amor e a vida de Deus em nós. E Deus é amor; por isso, quanto mais o buscamos, mais nos enchemos de amor. E o verdadeiro amor lança fora todo medo, toda angústia, toda opressão, todo sentimento de inferioridade, de solidão, de derrota.

Mesmo que você pense que sua história, sua herança familiar e os erros que você cometeu podem lhe tornar uma pessoa diferente diante de Deus, isso não é verdade. Deus não olha para o que passou nem para o que é efêmero. Sua história, mesmo que tenha sido completamente fora dos padrões de Deus, foi apagada no momento em que você aceitou a Cristo – e ali uma nova história começou a ser escrita. Sua herança familiar, mesmo árdua, pesada e cheia de tragédias, pecados e falhas, não é maior nem mais poderosa que a herança que você tem em Cristo. Mesmo os erros que você cometeu podem ser totalmente apagados pelo sangue de Cristo, mediante o verdadeiro arrependimento e a mudança total de atitude – e veja que isto é uma questão de DECISÃO. Erros são efêmeros; eles são cometidos, mas Deus pode apagá-los. Como diz a Palavra de Deus, enquanto você calar o seu pecado, você vai envelhecer, se sentir cansado, sem vigor, morto por dentro; mas no momento em que você confessar, será lavado pelo sangue de Cristo e se tornará tão puro quanto no momento em que você se converteu.

Não existe situação grande demais ou muito difícil para o Senhor. Tenha certeza de que com Ele somos sempre maioria. Entretanto, cabe a você fazer sua escolha. Não diga: “Se Deus quisesse, Ele me livraria dessa situação tão difícil”. Ele quer; basta que você também queira. Exerça o seu poder de decisão. Decida-se pela verdade da Palavra de Deus e envergonhe o diabo.

A salvação da alma e a renovação da mente

•Quinta-feira, 15 Outubro, 09 • 2 Comentários

“Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas.” (Tiago 1.21)

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Tessalonicenses 5.23)

“(…) alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” (I Pedro 1.9)

Por causa do pecado de Adão todos nascemos em pecado. A misericórdia de Deus, porém, veio sobre nós e “nos tirou do reino das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado.” (Colossenses 1.13) Sabemos que somos um espírito, temos uma alma e habitamos em um corpo físico; o pecado causou separação eterna entre nosso espírito e Deus, mas a salvação em Jesus resgatou nosso espírito, o libertou de debaixo das potestades das trevas, nos levou para uma nova realidade e um novo Reino, e nos deu uma nova vida.

A salvação em Cristo é um processo IMEDIATO. Ela depende somente de uma decisão baseada no arrependimento genuíno. Após a salvação do nosso espírito, porém, um novo processo se inicia. Nascemos de novo, mas nosso corpo, sentimentos, mente e memória continuam os mesmos. Por isso, Tiago nos orienta sobre como devemos agir para obter a SALVAÇÃO DA ALMA, a plena transformação de nossa mente e sentimentos.

Este novo processo, porém, não é imediato. A Palavra de Deus é a única que pode transformar nossa alma, mas isso só acontece se RECEBERMOS e PRATICARMOS a Palavra. O diabo não pode influenciar nosso espírito, porque depois que aceitamos Jesus o Espírito de Deus passa a habitar em nós – então, ele atenta contra a nossa alma. Por isso, o início da fé é a salvação do Espírito, com o fim de salvar a alma. Salvar a alma é alinhar-se à vontade de Deus. Quando isso acontece, a obediência é natural.

Muitos não seguem ao diabo mas também não seguem a Deus. Eles caminham em sua própria vontade, sendo desobedientes, insubmissos, agindo voluntariamente segundo o desejo de sua alma. Outros, ainda, mesmo estando na igreja há vários anos, continuam vivendo os mesmos problemas e conflitos. São completamente dominados pela carne e pela alma, influenciados pelas sugestões do diabo, não se submetendo à transformação que a Palavra proporciona.

As pessoas que se submetem à Palavra, porém, mostram os frutos da salvação da sua alma. Muitos ainda jovens na fé logo se tornam pessoas cheias do poder de Deus, colocando em ordem a sua vida familiar, profissional e financeira, atraindo a presença de Deus com suas vidas e vivendo em adoração todo o tempo com tudo o que fazem. Pessoas que se deixam transformar impedem a atuação do inimigo em suas mentes, mortificam os desejos de sua carne e não agem por sentimentos. Sua motivação principal é o Senhor, o agir pelo Espírito.

A completa transformação do homem, no entanto, depende de mais um processo: a renovação da sua mente. Diz a Palavra: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2, NVI)

Por muito tempo a Igreja caminhou com uma mentalidade de minoria oprimida pelo preconceito e repressão da sociedade, que considerava o cristianismo somente um padrão retrógrado de vida. Com isso, o mundo invadia a Igreja: o zelo pelo cumprimento da Palavra foi deixado em segundo plano, a preocupação com um padrão de santidade aceitável a Deus foi esquecida e a separação entre o puro e o impuro já não existia.

Hoje, o Espírito Santo tem trazido novamente à Igreja o desejo de transformação segundo os moldes de Deus. O segredo dessa transformação está na RENOVAÇÃO DA MENTE. Ninguém pode alcançar um propósito que não esteja em sua mente antes. O que determina o triunfo na vida do cristão é pôr em prática a palavra metanoia, termo que originou a palavra ‘metamorfose’ – total transformação – e que significa mudança de mentalidade. Uma lagarta age sempre como uma lagarta. Mas quando ela se torna borboleta, deixa de agir como lagarta – e o principal, deixa de PENSAR como lagarta.

Para renovar nossa mente e enchê-la com as coisas de Deus, precisamos ter compromisso com a sua Palavra. Com a mente renovada e cheia das coisas de Deus, passamos a entender o seu padrão, que é totalmente contrário ao do mundo. O mundo é cético e tem o princípio do “ver para crer”; o cristão vive por fé e age segundo o princípio do “crer para ver”. O mundo diz: “guarde, retenha e não ceda, se quiser enriquecer”; Deus diz: “dê e dar-se-vos-á; boa medida, sacudida, recalcada, transbordante” (Lucas 6.38). O mundo diz que é necessário ser forte para vencer; a Palavra diz que quando estamos fracos, aí é que somos fortes (II Coríntios 12.10).

Viver o padrão de Deus através da renovação da mente é a chave para a transformação de toda realidade. A Igreja de Deus, o corpo de Cristo, precisa perder, definitivamente, a mentalidade de minoria e andar em sua real posição: cooperadora de Deus para o estabelecimento do Reino de Deus na Terra. Deus anseia por uma transformação total no meio de seu povo e, a partir daí, em toda a Terra: antes uma coisa feia, e depois uma criatura nova, diferente, bonita, com uma nova forma.

Que possamos nos alinhar à vontade de Deus e nos submeter à sua Palavra. Ela é a única que pode nos levar em segurança aos objetivos de nossa fé.

Encurralado

•Quinta-feira, 24 Setembro, 09 • 3 Comentários

Estejam alertas e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé.” (I Pedro 5.8,9a, NVI)

 

Muito se fala sobre santidade, sobre o correto proceder diante de Deus, sobre um compromisso verdadeiro com o Senhor visando o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja. E crescer com Deus significa conhecê-lo mais, obter mais discernimento das coisas que antes eram ocultas, andar de acordo com a revelação do Espírito Santo. Isso é obtido através da leitura da Palavra, que não gera efeito algum quando a lemos como um romance ou um periódico, somada à oração, ao tempo de qualidade com Deus e à disciplina do silêncio, que nos permite ouvir a voz de Deus.

 

É provável que você, como eu, já tenha vivido um crescimento genuíno com Deus, momentos intensos com o Senhor e experiências com o Espírito Santo que geraram em você uma fome cada vez maior pela Palavra. É bem provável, aliás, que o seu nível de conhecimento e discernimento da Palavra naqueles dias tenha sido maior do que em toda a sua vida. Glória a Deus por isso!

 

Mas na mesma proporção que Deus se agrada de nosso crescimento, o diabo se irrita. Por isso ele cria circunstâncias para lhe desencorajar a prosseguir. São pessoas lhe atacando e ofendendo, calúnias ditas a seu respeito, seus melhores amigos se afastando de você; e mesmo os que não lhe atacam diretamente questionam seu comportamento, dizendo aos outros que você se tornou um fanático, que quer ser mais crente que os outros, que se acha melhor. As lutas não param por aí: você pode ainda ser ameaçado em seu trabalho, receber uma fechada no trânsito ou ser parado e questionado pela polícia mesmo sem ter feito nada de errado. Você pode, inclusive, ser surpreendido com um xingamento de alguém que você nem mesmo conhece!

 

Costuma-se dizer que a melhor defesa é o ataque. Isso funciona bem no reino animal, mas não condiz com o procedimento que o cristão deve ter. Um animal, quando se vê encurralado por um predador, rosna, mostra seus dentes, tensiona todos os seus músculos, eriça seu pêlo e chega a se armar para um suposto bote; no entanto, por mais ameaçador que ele pareça, jamais será páreo para um animal mais poderoso que ele. Se não conseguir fugir, certamente será devorado.

 

O diabo é como um animal selvagem. Ele fica todo o tempo ao nosso derredor, procurando um momento para nos devorar. Ele quer nos fazer pensar que estamos encurralados, que a vida com Deus não vale a pena, que é melhor permanecer como antes de nos tornarmos cristãos e nunca mais sermos ofendidos, agredidos. Seu objetivo é nos ameaçar constantemente e, por isso, ele arma situações e chega a usar pessoas para nos atacar. Mas nós sabemos que nossa luta não é contra carne ou sangue (Efésios 6.12) e que a vida de Deus em nós nos faz mais que poderosos para resistir aos ataques do diabo.

 

Na verdade é ele, o diabo, quem está encurralado. Encurralado pelo poder do sangue de Cristo sobre nós. Encurralado pelo poder do Espírito Santo operando através de nós. Todas as vezes que declaramos com fé o nome de Jesus, ele se sente mais e mais encurralado. Por isso ele rosna, mostra os seus dentes e arma botes. Mas veja que nenhum desses artifícios tem poder contra nós. Temos todas as armas em nossas mãos; nós somos a ameaça. Nós, sim, podemos derrotar o diabo a hora que quisermos, porque, na verdade, ele já está derrotado desde a cruz. O diabo quer fazer você pensar que ele é maior do que realmente é, mas ele jamais será mais poderoso do que aquele que habita em nós, por mais que rosne, grite, mostre os dentes e arme seus botes.

 

Não se deixe intimidar. Seu crescimento em Deus incomoda o inferno e por isso o diabo vai continuar tentando lhe atacar. Mas o poder de Deus que habita em você é que lhe faz vencedor. Resista e o diabo certamente fugirá.

Estante da Vida – Heloísa Rosa

•Quinta-feira, 10 Setembro, 09 • 4 Comentários

Esta música falou profundamente ao meu coração. Gostaria de compartilhar com vocês.

Eu sou um vaso quebrado pela vida
Eu sou um vaso arranhado pelas circunstâncias
Eu sou vaso quebrado tentando me reconstruir
Eu já fui encostado por haver outros mais fortes

Eu já fui um vaso vazio, sem água, sem flores
Buscando a aceitação dos homens, querendo estar no centro

Mas um dia o Oleiro veio e me olhou
Mas um dia o Oleiro veio e me levou
Mas um dia o Oleiro veio e quebrou meu coração
E me fez um vaso novo

Não importa o lugar, sei que sou visto por Ti
Não importa o lugar, sei que sou amado por Ti
Não importa o lugar, sei que sou aceito por Ti
Não importa o lugar, sei que sou amado por Ti

Uma questão de escolha

•Sexta-Feira, 21 Agosto, 09 • 1 Comentário

Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento. Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade. Mas haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça” (Romanos 2.6-8, NVI).

 

         Deus é dono de todo o poder. Ele criou todas as coisas; o mundo e tudo o que nele há – inclusive o diabo. E o diabo não tem poder algum. A única fonte de poder alternativa no universo, além de Deus, é a vontade do homem. Nós temos poder de decisão.

 

         Foi o orgulho e a vaidade de Lúcifer que fizeram com que ele caísse de sua posição de honra no céu e fosse desfigurado em seu caráter e aparência. Ele foi criado perfeito por Deus, mas seu desejo de ser igual a Ele o lançou para fora de Sua presença. O mesmo aconteceu com o homem, que estimulado pelo diabo, em forma de serpente, quis adquirir todo o conhecimento do bem e do mal, desobedecendo à ordem de Deus e também sendo afastado de sua presença por causa do pecado. Mas Deus, por amor à sua obra-prima – o homem –, traçou um plano de redenção que o aproximaria novamente de Deus, restabelecendo sua comunhão plena com Ele: a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o sacrifício definitivo. Com isso, todo o poder do diabo, adquirido através da queda do homem, foi tirado.

 

         Alguém pode dizer: “Mas o diabo tem poder, sim!” A verdade é que ele tem o poder que nós damos a ele. Nós somos constituídos de três partes: corpo, espírito e alma. E nossa alma também é constituída de três partes: mente, sentimentos e vontade, ou livre-arbítrio. Nossa mente é o lugar onde o diabo busca agir. Nossos sentimentos, a parte que pode ser influenciada pelo mundo. Mas é nossa vontade que nos permite decidir que tipo de estímulo vai nos influenciar. O objetivo do diabo é nos fazer agir segundo o que ele fala em nossa mente, mas tudo o que ele diz é mentira, porque ele é o pai da mentira (João 8.44) e se alimenta de nosso pecado. Ele também pode usar as influências do mundo para afetar nossos sentimentos, nos causando angústia, dúvida, medo e insegurança, e ainda traumas, mágoas, rancores e ressentimentos.

 

         A Palavra diz: “A carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne” (Gálatas 5.17, NVI); e também: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja” (Romanos 8.5, NVI). É a nossa vontade que nos leva a preferir andar segundo a nossa carne ou segundo o Espírito de Deus, que habita em nós. Quando levamos uma vida de santidade, gastamos tempo com Deus e temos um compromisso constante de oração e leitura da Palavra de Deus, nos enchemos a cada dia da influência do Espírito. Mas se andamos no mundo e agimos em concordância com tudo o que ele nos oferece e com as atitudes de pessoas que não conhecem a Deus, nos enchemos da influência do mundo. Tudo o que o diabo quer é nos destruir, secar a nossa alma, nos encher de todo tipo de sentimento maligno, corrupto e contrário à Palavra. Para isso, ele tenta, o tempo todo, nos convencer a seguir um caminho contrário ao de Deus. Mas o Espírito tem para nós cura, alegria, paz, uma vida completa; é Ele quem nos convence do pecado, gera em nós o arrependimento e nos revela a vida que podemos ter em Deus.

 

         É uma questão de escolha: você pode preferir a Deus, ao caminho da Verdade, da verdadeira paz, que leva você sempre para o alto. Ou pode preferir andar segundo “o seu próprio nariz”, tendo que arcar com as conseqüências de uma vida cheia de altos e baixos, de alegrias passageiras e decepções constantes. Você tem o poder para decidir o que quer; esse é o seu livre-arbítrio.

Contextualizando o Evangelho

•Quarta-feira, 1 Julho, 09 • 2 Comentários

Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” (I Coríntios 9.22)

 

A disseminação do Evangelho e a salvação dos perdidos, hoje, são urgentes. Não que algum dia isso tenha sido menos importante, mas a rapidez e a gravidade dos acontecimentos que anunciam a proximidade da volta do Senhor Jesus Cristo, todos comprovados pela Bíblia, fazem a pregação do Evangelho ser ainda mais urgente do que sempre foi.

 

Alguns investem no evangelismo enviando missionários a países distantes, sustentando-os. Outros promovem conferências que ressaltam a importância do trabalho missionário e da obra de evangelismo. São estratégias honrosas, eficazes e que geram frutos para o Reino. Porém, muitas pessoas ainda vivem sob uma realidade distorcida e que pouco frutifica: a idéia de que o evangelismo é obrigação apenas de um departamento específico da igreja, de um grupo reduzido de pessoas que não se encaixou em nenhum outro departamento, de alguém “com chamado” para isso, de um ministério com maior projeção ou reconhecimento.

 

Quando a igreja se acomoda em cima do trabalho dessas poucas pessoas, o engano do “fiz a minha parte” toma lugar nas mentes. A maior parte da igreja permanece presa dentro das quatro paredes do templo, contentes com os resultados atingidos dentro de seus limites. Os que cuidam das crianças, adolescentes e jovens preocupam-se somente com suas crianças, adolescentes e jovens; os que cuidam da música, somente do período de louvor dos cultos; os que cuidam das finanças, somente se preocupam em investir na própria igreja; os intercessores oram apenas por assuntos internos. É claro que Deus atende às orações, mas uma igreja que assim procede está confinada em seus objetivos individualistas, colhendo frutos de uma horta plantada em ambiente fechado e centrada em sua própria realidade, alheia ao que acontece no mundo.

 

É tempo de ampliar fronteiras, de sair dos limites do templo, de caminhar segundo os dons visando à conquista dos perdidos para Cristo. Deus não capacita seus filhos para que esses permaneçam em ambientes fechados. O “Ide” é para todos, não para uns poucos “chamados”. É hora de os músicos ganharem outros músicos para Cristo, de jovens ganharem outros jovens, de crianças falarem do amor de Cristo a outras crianças; de intercessores gerarem VIDAS em oração em vez de gastarem todo o seu tempo orando somente por membros. É tempo de os que possuem recursos começarem a investir no Reino, financiando a preparação de outros líderes, implantando igrejas, implementando a obra. Chegou a hora de a Igreja perceber que os perdidos não estão somente em países remotos, mas na casa, na sala, na mesa ao lado.

 

Advogados, usem seus conhecimentos para defender a causa de Deus! Médicos, tratem não somente do físico, mas ofereçam transformação para o espírito e cura para a alma! Empresários, invistam no Reino! Não há lugar onde a presença de Deus não possa ser manifesta. Assim como Paulo, cada membro do corpo de Cristo deve ter a consciência de um Evangelho plenamente aplicável a qualquer realidade. O próprio Jesus esteve com pobres, pecadores e excluídos da sociedade, mas também com fariseus, publicanos, homens de negócios, militares. Sejamos canais para a transformação da realidade, para o estabelecimento do Reino de Deus na Terra. Isso não para poucos; é para todos.

Morte

•Sábado, 6 Junho, 09 • 2 Comentários

Certa vez um rapaz me perguntou qual o propósito de Deus em mortes lentas e dolorosas. Ele não se conformava com a doença de uma irmã de sua igreja, piedosa e temente a Deus, que tinha um tipo de câncer incurável e já estava em estado terminal. O problema o afligia muito e, igualmente, a todos de sua igreja. Na hora eu não soube responder, mas por causa desta pergunta comecei a buscar em Deus a revelação sobre os motivos pelos quais a cura às vezes não acontece.

 

A Bíblia relata muitos milagres que Jesus operou, especialmente curas físicas. Mas a Bíblia não fala das pessoas que Jesus deixou de curar. Certamente, como homem, Jesus não poderia estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Naquele tempo existiam doenças incuráveis pelos métodos humanos e Jesus quebrou paradigmas através de sua cura, mas mesmo assim ele não curou todos os doentes do mundo. Hoje ele poderia curar cancerosos e aidéticos (e existem muitos testemunhos de que ele ainda faz isso), mas é fácil concluir que nem todos os cancerosos e aidéticos do mundo serão curados.

 

Não estou sendo pessimista nem estou dizendo que Deus se agrada com o nosso sofrimento. Deus é poderoso para curar qualquer doença, mudar qualquer situação e operar qualquer milagre. Mas, se a cura não acontece, isso não deve ser motivo para nos revoltarmos com Deus; ele sofre conosco quando sofremos. Precisamos, sim, entender que o nosso corpo é limitado, terreno, não glorificado, corrompido pelo pecado e padecendo todas as suas conseqüências. Quando uma pessoa sofre com uma doença incurável, isso não significa que Deus se esqueceu dela, mas que ela tem limites físicos e a doença pode fazer esses limites chegarem mais cedo.

 

Permanecer doente também não é, necessariamente, uma questão de falta de fé. É algo que simplesmente acontece. Deus não sente prazer no sofrimento de seus filhos em um terremoto, furacão ou erupção de um vulcão. Da mesma forma, na ocorrência de um atropelamento ou acidente de trânsito qualquer, um ataque cardíaco ou problema renal que obriga alguém a fazer hemodiálise todos os dias, Deus não se alegra em ver seus filhos sofrendo. Pense ainda nos inúmeros assassinatos, injustiças, estupros e situações infelizes que podem acontecer com os filhos de Deus. Será que Deus fica feliz ou, por outro lado, indiferente a isso? Certamente não!

 

Essas coisas acontecem por falta de fé? Talvez em certas situações, em circunstâncias específicas, quando Deus tem um propósito definido, talvez a falta de fé seja um dos motivos para acontecimentos ruins, sim. Mas não se pode dizer que toda e qualquer desgraça é conseqüência da falta de fé. O pecado, no decorrer dos séculos, foi corrompendo todas as coisas a tal ponto que hoje nós mesmos arcamos com as conseqüências em nossos próprios corpos, em situações do dia-a-dia, em nossa vida.

 

Abro aqui um parêntesis. Você ainda pode pensar: será que nós somos os culpados pelos pecados de pessoas que nem conhecemos? Claro que não. Mas muitas coisas que fazemos diariamente fogem ao padrão de Deus, apesar de constituírem atos aceitos socialmente. Na verdade, trata-se de nossos próprios pecados. Falar mal dos outros, mentir, desonrar líderes (pais, professores, pastores, superiores no trabalho); falar palavrões, desacatar pessoas mais velhas, desrespeitar leis de trânsito; comer demais; arrumar desculpas para faltar ao trabalho, para justificar atrasos ou trabalhos mal feitos; falta de cuidado com o meio ambiente, poluição, falta de educação e cortesia social. Todas estas coisas são pecado, mas estamos tão acostumados com os padrões distorcidos da sociedade moderna que passamos a crer que são absolutamente normais. Bem, não são; elas geram conseqüências como qualquer pecado, muitas das quais nós sofremos diretamente, em nossos próprios corpos ou através das catástrofes naturais que são fruto do desequilíbrio do meio-ambiente, por exemplo. Fecho parêntesis.

 

Minha intenção não é causar a impressão de culpa em ninguém. Pelo contrário, é tentar esclarecer, mesmo com minhas limitações, determinadas coisas que acontecem no âmbito natural e são erroneamente espiritualizadas. Sim, porque somos humanos, falhos, limitados. Muitas igrejas condicionam seus membros a pensar que tudo é espiritual e eles, infelizmente, passam a levar isto ao pé da letra, colocando a culpa em Deus por coisas que são naturais, que fazem parte da limitação de nossa vida física. Até uma gripe pode ser motivo para campanhas de libertação – mas um comprimido talvez produzisse melhor resultado.

 

Não podemos menosprezar o fato de que certas doenças ocorrem para manifestar a glória de Deus. São doenças que servem tanto para exercitar a fé do doente quanto para edificar os irmãos. Veja o exemplo de Lázaro, cuja doença e morte serviram para mostrar às pessoas que o conheciam a eficácia do poder de Jesus. Foi uma doença com propósito: Lázaro foi ressuscitado e muitos creram em Jesus. No entanto, depois disso, Lázaro morreu definitivamente, não ressuscitou outra vez. Morrer faz parte da vida.

 

Nós não fomos criados para morrer. Deus nos criou como seres eternos, mas o pecado estragou tudo. Talvez, por isso, jamais nos acostumemos com a morte. A Bíblia diz, porém, que Deus se alegra com a morte dos justos. Isto porque Deus não se encaixa em nossa definição de morte e vida. Ele é eterno e a morte física de um de seus filhos significa somente que estaremos outra vez em comunhão eterna. Desta forma, ninguém deve se sentir mal ou culpado por uma doença ou calamidade que não é sua responsabilidade.

 

Muitas pessoas oram pelos doentes e crêem na cura, mas eles não são curados. Sei de alguns casos em que, por causa disso, pessoas chegaram a desenvolver patologias psiquiátricas em que pensam ser eternamente culpadas, imperdoáveis e que, por isso, Deus jamais voltará a operar através de suas vidas. Parte disto é culpa da própria Igreja, que não esclarece. Estas pessoas deveriam entender que a doença e a morte são processos naturais na vida das pessoas. A não ser que Deus tenha um propósito específico, conforme citei acima, todos estão sujeitos aos males que atingem o corpo mortal. Porém, se alguém viveu em retidão diante de Deus, o lugar para onde ela vai após a sua morte é muito melhor do que este em que vivemos, além de definitivo.

 

Finalmente, é essencial entender que mesmo que não haja um propósito sobrenatural para a morte de alguém, Deus jamais perde o controle das coisas. Os propósitos de Deus não precisam ser necessariamente impressionantes aos olhos dos homens, e ainda assim sempre serão maravilhosos. Nem todas as doenças precisam resultar em feitos milagrosos como a ressurreição de Lázaro, porque Deus tem objetivos diferentes para cada situação. Creio firmemente que um dos maiores propósitos de Deus na doença é trazer seus filhos para uma comunhão mais íntima. E o que há de mais sublime do que estar em comunhão com nosso Pai?

A vida nos prega peças

•Domingo, 29 Março, 09 • 17 Comentários

A vida nos prega peças. Num dia tudo está bem, mas no outro, parece que um cofre caiu na sua cabeça. Ironicamente, nestes dias acordamos com o corpo tão dolorido de tensão que é como se realmente um cofre tivesse caído.

Não me sinto à vontade para me abrir tanto a ponto de compartilhar todas as lutas que tenho passado. Mas sei que posso contar com as orações daqueles que me acompanham, pelo menos através do que tenho tentando compartilhar aqui. Não costumo postar coisas que não refletem minha realidade diária, mas hoje, em vez de um texto para edificação, EU é que preciso ser edificado.

Existem dores na alma que ultrapassam qualquer barreira de dor física, mesmo que não a sintamos literalmente em nosso corpo. Mas o sofrimento vem em dobro, os pensamentos se turvam duas vezes mais, a capacidade de relaxar e pensar com calma é duas vezes reduzida. Graças a Deus, ninguém vence sozinho. Aqueles que ainda teimam em caminhar pensando que podem superar todos os obstáculos por si mesmos são os que sofrem mais e por mais tempo. Mas não tenho qualquer pretensão de passar por problemas como um eremita. E por isso, conto com o auxílio em oração de todos vocês.

Não gosto de espiritualizar o que não precisa ser espiritualizado, mas tenho CONVICÇÃO de que o diabo está nisso, tendo articulado muito bem seus planos para me atingir. Mas uma vez vi um adesivo num carro que dizia: “Da próxima vez que o diabo lembrar você de seu passado, lembre-o de seu futuro.” Pois bem, reconheço que sou vencedor como IDENTIDADE, mas sei que hoje estou perdendo para o inimigo como PESSOA. E não posso deixar que ele leve vantagem nisso, porque quem me fortalece é maior.

Peço perdão pelo desabafo. Poderia ter postado algo mais vibrante, mais edificante. Mas não tenho pretensão nenhuma de ser supercrente, supersanto. E é por isso que ainda acredito no poder da oração dos santos, todos membros de um mesmo corpo, como eu sou.

Deus lhes abençoe.

A presença de Deus

•Segunda-feira, 16 Fevereiro, 09 • 6 Comentários

Existe um engano na igreja que ainda encontra espaço nas mentes e tem se sobreposto à revelação do Espírito de Deus para o cristão. As pessoas ainda esperam os cultos e os momentos de adoração para “entrar na presença de Deus”, como se, em algum momento, saíssem da presença dEle. Mas quando o culto acaba, é como se elas realmente saíssem; Deus passa a ser somente uma lembrança esporádica. Durante a semana, vivem como se não existisse Deus, como se a sua presença fosse acidental, como se Ele fosse somente uma visita.

 

Mas Deus não é esporádico. Deus é eterno e, igualmente, todos os seus atributos. O Espírito Santo é Deus, habita em nós e, por ser Deus, também é eterno. Buscando a presença de Deus diariamente e sabendo que Ele habita em nós na forma do Espírito Santo, podemos concluir que a presença de Deus pode ser ETERNA em nossas vidas. Se compreendermos esta verdade, entenderemos que não é necessário esperar momentos especiais para falar com Deus ou ouvi-lo.

 

Da mesma forma, é necessário saber que um dos principais intuitos de Satanás é nos tornar cegos espiritualmente, sabotar nosso entendimento, a fim de que jamais tenhamos a compreensão do que significa DE FATO a presença de Deus em nossas vidas. Vejamos: Deus é onipresente; a Bíblia diz que os olhos de Deus estão por sobre toda a Terra. Diz também que onde estiverem 2 ou 3 reunidos em nome do Senhor, ali Ele estará. Isso indica que não é necessário esforço algum para ter a presença de Deus em nós, certo?

 

Errado. Se não formos íntimos de Deus, sua presença não será notada. Deus será como um estranho que passa por nós na rua: ele está lá, mas não o notamos. Deus deseja MANIFESTAR a sua presença no meio dos Seus filhos. Quando a presença de Deus é manifesta, ou seja, quando percebemos e respondemos à Sua presença, há uma verdadeira transformação dos ambientes e das vidas. Êxodo 33:12-23 narra o que significou a presença de Deus para Moisés e, ao mesmo tempo, o que ela pode significar para nós.

 

Não é necessário desistir de tudo, nem deixar de trabalhar ou de dar atenção à família ou aos estudos para ficar envolvido o máximo possível com os trabalhos na igreja. A presença de Deus não se limita às paredes do templo, porque Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. Ela deve ser manifesta em nossas vidas, porque NÓS somos o templo do Espírito Santo. A presença de Deus manifesta em nós faz com que as pessoas a percebam e se sintam atraídas a Ele onde quer que estejamos – muitas vezes sem que seja necessário dizer uma só palavra. Somente a presença de Deus pode transformar nossa casa, nossas famílias, nossos ambientes de trabalho e todos os lugares por onde passarmos.

Igreja e Comunhão – Pr. Aluízio Antônio

•Quarta-feira, 14 Janeiro, 09 • 3 Comentários

Por incrível que pareça, o Novo Testamento fala muito mais sobre comunhão do que de evangelismo. Normalmente, uma pessoa decide-se por uma igreja pela acolhida que lhe é dada. Ninguém consegue ficar em uma igreja onde não faz amizades. O cristianismo é, sobretudo, relacionamento. E a amizade é a maior ponte para o evangelismo. Uma pesquisa realizada pelo Instituto John Haggai mostrou as formas como as pessoas se convertem nos países do terceiro mundo.


● Tv – 1,1%.

● Filmes – 1,1%.

● Bíblia – 1,8%.

● Literatura – 1,7%.

● Sermão – 2,4%.

● Rádio – 2,9%.

● Trabalho pessoal do pastor – 2,9%.

● Cruzada evangelística – 4,4%.

● Amigos – 29,9%.

Parentes – 49,7%.

● Outros meios 2,1%.


A esmagadora maioria das pessoas vem para Cristo por causa de um relacionamento familiar ou de amizade. O que desejamos nesses dias é desenvolver nossos próprios relacionamentos para que sejamos como uma grande rede lançada no mar desse mundo, uma rede na qual os peixes fiquem presos pelos nós da amizade.

 

Renove seu conceito de Igreja

 

Com o passar do tempo, podemos perder o frescor da vida em comunidade e as células podem se tornar apenas mais um programa. Queremos reafirmar nossa identidade e fortalecer ainda mais nossa visão pedindo o santo colírio de Deus neste fim de ano.


A Igreja não é um clube, onde cada um paga sua mensalidade e vive isoladamente. Alguns ainda pensam que seus dízimos sejam como a contribuição de um clube. Nós contribuímos para que o reino de Deus avance e não para termos algum tipo de benefício pessoal como em um clube.


A Igreja não é um abrigo de salvos, onde cada um busca os seus próprios interesses. Não estamos aqui para fazer a nossa própria vontade, mas sim a vontade daquele que nos chama das trevas para a sua luz. A Igreja não existe em nossa função; antes, nós estamos aqui em função do propósito de Deus.


A Igreja também não é uma prestadora de serviços, da qual sou apenas um cliente esperando ter as minhas necessidades atendidas. Muitos encaram a Igreja como uma prestadora de serviços espirituais, na qual podem buscar, quando desejarem, uma ministração forte, uma palavra interessante, uma aula apropriada para seus filhos, um ambiente agradável e assim por diante. Quando, por algum motivo, os serviços da Igreja caem de qualidade, esses consumidores saem à procura de outro shopping espiritual mais eficiente. Membros assim não têm aliança com o Corpo. Nestes dias, queremos renovar as alianças de cada membro com a Igreja.


A Igreja não é uma casa de shows, onde somos apenas espectadores. Para alguns, a Igreja não passa de mais um entretenimento. Apreciam as músicas, a pregação e o ambiente, mas ainda não compreendem a realidade do culto racional que resulta num sacrifício vivo na presença de Deus. A Igreja é uma família, na qual temos o mesmo Pai, o mesmo irmão mais velho e somos todos irmãos.


O poder da comunhão na vida da Igreja


No salmo 133, lemos a respeito do poder da comunhão no meio do povo de Deus. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre.” (Sl 133.1-3).


1. A comunhão alegra o Senhor

 

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Sl 133.1). Essa é a exclamação de alegria do Senhor a respeito de seu povo. O Senhor habita no meio da comunhão de seu povo: “O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo.” (Sf 3.17). Assim, nada entristece mais a Deus do que a divisão no meio de seus filhos.

 

Tal comunhão não é simplesmente um ajuntamento, mas um compromisso mútuo de unidade para a expressão do Senhor na Terra. Uma sacola de membros não é um corpo, um amontoado de material de construção não é um edifício e um ajuntamento de crentes não é necessariamente uma Igreja. O que nos dá a identidade é a unidade. Sem unidade somos um corpo disforme, mas, quando somos unidos, expressamos a Cristo.

 

2. A comunhão libera poder

 

“É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes.” (Sl 133.2). O óleo precioso do Espírito de Deus desce a cabeça. Evidentemente somente aqueles que estão conectados à cabeça desfrutam do óleo da unção. Nestes dias, queremos experimentar esse óleo juntos, em comunhão.

 

O Espírito Santo é o poder de Deus e este poder está em você. O Espírito Santo é a unção de Deus sobre nós. Mas, quando estamos juntos em comunhão, essa unção é potencializada e este poder pode ser liberado de forma explosiva sobre nós.

 

3. O óleo


O óleo representa a unção na Palavra de Deus. O azeite era um elemento muito versátil no mundo antigo, ele servia para virtualmente qualquer coisa e simboliza a provisão completa da unção do Espírito. O fato de o Salmo 133 nos dizer que a comunhão libera o óleo é algo muito precioso. Quando estamos unidos as nossos irmãos, esse óleo desce da cabeça, que é Cristo, e alcança todos os membros. O uso do óleo entre o povo de Israel é um retrato claro da provisão completa da unção para o povo de Deus hoje. Todas essas coisas vêm sobre nós porque estamos unidos aos irmãos na agradável comunhão do Corpo de Cristo.

 

a. O óleo é alimento

A primeira utilidade do azeite estava na preparação dos alimentos, sendo ele mesmo, na verdade, um alimento. No mesmo princípio, nós precisamos receber periodicamente uma porção da unção de azeite do céu como alimento. Quando deixamos de nos alimentar dessa unção, somos enfraquecidos e nos sentimos incapazes de fazer a vontade de Deus. A unção, portanto, é alimento. Você sabia que a comunhão nos alimenta? Sim, a comunhão libera o óleo que nos nutre.


b. O óleo nos limpa

A segunda utilidade do azeite nos dias antigos estava na feitura de sabão. A unção do azeite também tem a função de limpar e purificar as nossas vidas. Quando digo purificar, não me refiro propriamente à purificação do pecado, mas à purificação da sujeira do mundo. A morte do mundo nos contamina e nos faz ficar insensíveis a Deus. A unção, então, nos purifica da poeira da carne que nos contamina. Todos nós testificamos que, quando estamos na comunhão dos irmãos, nossos pés são lavados da poeira do mundo.

c. O óleo é combustível

As lamparinas do mundo bíblico eram mantidas acesas usando o azeite como combustível. No mesmo princípio nossa luz somente pode brilhar diante do mundo se houver o azeite do céu em combustão dentro do espírito. E esse azeite vem sobre nós na comunhão dos irmãos. Cada vez que nos reunimos, devemos esperar uma medida do combustível celestial sobre nós.


d. O óleo é para uso sacerdotal

O azeite também era usado pelo sacerdote para ungir e consagrar pessoas e coisas a Deus, como também era usado pelo médico como remédio. A unção é também para consagração. O propósito de Deus somente pode ser cumprido por meio da unção. O suprimento de Deus para nossas vidas vem somente pela unção. O suprimento de Deus para nossas vidas vem somente pela unção e todo jugo do pecado pode ser quebrado e destruído pelo poder da unção. Quando estamos em comunhão, os jugos do pecado e do diabo são quebrados e experimentamos o refrigério de Deus.


e. O óleo cura

Um aspecto importante da unção está em Tiago 5.14, em que o autor nos manda ungir os enfermos para serem curados. Há cura disponível para o povo de Deus na comunhão dos irmãos. O óleo da cura é liberado quando estamos juntos e ministramos uns aos outros. Sabemos que o óleo do Espírito é o suprimento completo de Deus, mas ele é liberado quando os irmãos vivem unidos em comunhão. A comunhão é algo realmente poderoso. Paulo chega a dizer que a Igreja de Corinto estava doente porque seus membros não entendiam a comunhão: “Pois quem como e bebe sem discernir o corpo, como e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.” (1Co 11.29-30). Quando não temos discernimento do Corpo, experimentamos morte e enfermidade. Se a falta de comunhão traz doenças, sabemos que a comunhão produz o que já mencionamos: alimento, purificação, combustível, libertação e, principalmente, cura.

 
4. A comunhão é restauradora


“E como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre.” (Sl 133.3). No verso três, lemos que a comunhão “é como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião”. O orvalho é símbolo da presença restauradora de Deus. Em Oséias 14.5, lemos que o Senhor mesmo será como um orvalho para Israel. O orvalho nos fala de refrigério e frescor. De uma forma discreta, ele cai silenciosamente durante a noite, mas faz regar toda a terra. Em Êxodo 16.13, notamos que o maná caía com o orvalho. Se o compararmos com o Salmo 133, notaremos que o orvalho é a graça de Deus sobre nós. Em Lamentações 3.22-23, lemos que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã. Isso também nos lembra do orvalho. É na comunhão dos irmãos que experimentamos a graça e o amor de Deus com o orvalho refrescante sobre nós.


5. A comunhão traz a bênção


Finalmente o salmista diz: “Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre.” (Sl 133.3b).  Um aspecto vital da bênção de Deus é que ela libera vida, a Igreja cresce e as células se multiplicam. Uma igreja abençoada certamente é uma igreja que cresce. Eu sei que é um paradoxo: estamos jejuando pela comunhão e unidade para que venha a multiplicação. Onde há união, ali Deus ordena a sua bênção e a vida para sempre. Deus já tem ordenado a vida entre nós, basta que sustentemos a unidade da comunhão entre os irmãos.


Em nenhum outro lugar se fala mais de multiplicação e crescimento dos discípulos da Igreja do que nos primeiros 15 capítulos de Atos. Mas, também, em nenhum outro lugar se fala tanto a respeito da comunhão e da unanimidade que havia entre os irmãos. A comunhão foi o segredo do crescimento. Não precisamos de métodos ou estratégias mirabolantes para levar a Igreja a crescer, precisamos apenas remover os entulhos que estão bloqueando o seu crescimento. Deus já ordenou a bênção e haverá muita vida entre nós.


Não deveríamos perguntar “o que faz a Igreja crescer”, antes deveríamos nos questionar: “O que está impedindo a Igreja de crescer?” Deus já ordenou a bênção e a vida eternamente sobre a Igreja quando vivemos em união. Assim há um decreto divino de vida e crescimento, mas a bênção é bloqueada quando a unidade é quebrada.


Sugestões para esse tempo antes de 2009


1. Decida romper com o isolamento daqueles que estão ao seu derredor. Não permita que irmão algum seja apenas um dado de estatística, um número a mais, sem nome, sem cara. Não vamos permitir ninguém sem célula em nossa igreja. Vamos fazer uma grande pescaria em nosso próprio aquário.


2. Não chame ninguém de “irmão” nestes dias, chame apenas pelo nome. A palavra mais bela que existe para cada pessoa é o seu próprio nome. Jesus nos dá o exemplo de um bom pastor em João 10.3 quando Ele diz que chama pelo nome suas ovelhas. Cada pastor, cada discipulador e cada líder de célula deve se comprometer em saber o nome de cada uma de suas ovelhas.


3. Seja sensível à necessidade das pessoas ao seu redor. Descubra uma forma de servir aos irmãos que Deus tem colocado ao seu redor. Descubra uma necessidade deles e surpreenda-os.

4. Tome a resolução de contactar com um irmão ou um casal da igreja. Envolva-se de maneira prática. Façamos do momento da refeição um abençoado tempo de comunhão. Nós somos uma igreja com lares abertos, por isso convide uma pessoa nova para comer com sua família.

 
5. Resolva ser afetuoso no relacionamento com os irmãos. A Palavra de Deus nos ensina em muitos lugares que precisamos cumprimentar nossos irmãos com um beijo. Paulo o chama de beijo (ósculo) santo e Pedro chama de beijo de amor (Rm 16.16; 1Pe 5.14). Use esse tempo como um treinamento para estabelecer uma nova prática de comunhão em sua vida.


6. Decida ser um investidor. Barnabé investiu em Paulo (At 9.26-27; 11.22-26) e em João Marcos (At 15.36-39). Paulo investiu em Timóteo. Elias investiu em Eliseu. Moisés investiu em Josué. Em quem você está investindo? Seja um discípulo e tenha um discípulo.

7. Use seu telefone. Envie cartas. Mande cartões. Envie e-mails. Mande torpedos. Resolva abençoar alguém mesmo que seja com breves palavras todos os dias. Renove a sua agenda de telefones. Veja se todos os membros da sua célula estão na sua agenda e surpreenda-os.

8. Venha para os cultos com algum presente. Pode ser qualquer coisa, mas o que temos em mente é uma pequena lembrança. Nós teremos o tempo da oferta e também trocaremos presentes durante a reunião. Só não vale dar o que você ganhou na semana anterior.

9. Faça o propósito de, junto com a sua célula, doar uma cesta de alimentos para a beneficência. Você também pode doá-la para um membro. Nós somos uma igreja de comunhão e ajuda mútua (Fp 2.3-4; At 2.44-45). Essa é uma maneira simples de expressarmos amor aos irmãos.


10. Assuma o compromisso de tratar com todo tipo de mágoa na sua vida. Todos os ressentimentos são ruins, mas os piores são as mágoas com irmãos. Nós somos também uma igreja de perdão e cura (Lc 17.3-6). Onde não há perdão, as pessoas adoecem.


11. Resolva ser atencioso e acolhedor com o visitante (Rm 15.7). Em uma pesquisa, a empresa Standart Oil Company quis saber por que os clientes desaparecem. O resultado pode servir de advertência para nós como Igreja também:

● 1% dos clientes morrem.

● 3% mudam para outro lugar.

● 5% encontram um preço melhor.

● 9% mudam em função de conveniência.

● 14% têm um descontentamento pessoal.

● 68% em função de mau atendimento.


12. Tome atitudes práticas para a comunhão. Muitos irmãos acham tremendamente embaraçoso quando lhes é pedido, durante o louvor, que cantem olhando para um irmão do lado – o qual nunca viram. Quando pedem para dar as mãos enquanto cantam, quase desmaiam de constrangimento. Entendo essa situação e não quero constranger a ninguém, por isso quero sugerir algumas outras atitudes simples que você pode ter sempre e que também, produzirá um efeito enorme em nossa comunhão.

● Fale com o visitante, cumprimente-o e esteja antenado para acolhê-lo depois do culto.

● Sorria para as pessoas.

● Chame as pessoas pelo nome.

● Seja cortês e cooperador. Quer ter amigos? Então seja amigável.

● Tenha um interesse genuíno pelas pessoas.

● Tenha uma palavra encorajadora para todos que encontrar.

● Seja generoso e expansivo nos elogios e tímido nas críticas.

● Respeite o sentimento das pessoas.

● Ouça atentamente quando falarem com você.

● Fale uma palavra de bênção para os irmãos.